Amapá abriga maior percentual de áreas protegidas do país

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O Amapá, localizado no extremo norte do Brasil, se destaca por abrigar o maior percentual de áreas protegidas do país, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas. Esses espaços somam, aproximadamente, 73% do território amapaense, ocupando uma extensão de 9,3 milhões de hectares dos 14,3 milhões que compõem o estado.

O Governo do Estado tem como meta fortalecer a gestão das unidades de conservação, com foco na utilização sustentável dos recursos naturais disponíveis, em colaboração com as comunidades locais, empresas e órgãos públicos. 

Atualmente, com um total de 21 Unidades de Conservação (Ucs), o estado amapaense se empenha em conciliar o desenvolvimento econômico sustentável à preservação ambiental, mantendo as riquezas naturais da Amazônia.

O que são Unidades de Conservação?

São espaços protegidos por lei que desempenham um papel fundamental na preservação dos recursos naturais, na promoção da pesquisa científica, na recreação, no lazer e na educação ambiental, mas também garantem o uso sustentável por meio de concessões para o manejo florestal, extrativismo, serviços ambientais e garantias de direitos das comunidades tradicionais.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema) faz a gestão de cinco das 21 unidades de conservação do Amapá, quatro delas são de uso sustentável, sendo duas Áreas de Proteção Ambiental (APA), a Floresta Estadual do Amapá (Flota), uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e uma de proteção integral na categoria de Reserva Biológica (Rebio).

A única Unidade de Conservação de proteção integral sob gestão da Sema, a Reserva Biológica do Parazinho, não permite a ocupação humana, sendo seu uso limitado à pesquisa científica e ao turismo ecológico. Já as Unidades de Conservação de uso sustentável possibilitam a ocupação por comunidades tradicionais e diversos usos que garantam os objetivos de sustentabilidade, observando os critérios e as normas legais. Entre as unidades que se enquadram nesse grupo estão, sob gestão estadual, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Fazendinha, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Curiaú, a Floresta Estadual (Flota) do Amapá e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru.

A gestora da Sema, Taisa Mendonça, pontuou que todas essas características aumentam a responsabilidade na criação de políticas públicas que promovam o desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente.

“É um desafio e uma necessidade, a elaboração de planos e programas de valorização desses recursos naturais, dessa biodiversidade que é a maior do planeta. A Amazônia precisa ser entendida e inserida no debate mundial como uma perspectiva de desenvolvimento promissora, que não pode ser ignorada e que deve fazer parte de um contexto mais amplo de discussões e debates”, destacou Taisa.

Para o coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, este perfil de área protegida possibilita ao Amapá o planejamento de políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento sustentável.

“Neste caso, o aproveitamento sustentável de produtos da sociobiodiversidade das Unidades de Conservação estaduais depende da organização de arranjos produtivos locais que estejam baseados na produção, comercialização, pesquisa e inovação tecnológica, garantindo que os usos dos recursos naturais ocorram dentro dos limites sustentáveis”, disse Euryandro.

Notícia retirada do portal do Governo do Amapá.
Link da matéria no portal do Governo do Amapá
Matéria de Cristiane Nascimento
Fotos de Arquivo/Secom

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