Com novos equipamentos, Polícia Científica do Amapá aumenta análise de armas de fogo utilizadas em crimes

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A Polícia Científica do Amapá (PCA-AP) recebeu novos equipamentos que permitem analisar e correlacionar armas de fogo e estojos balísticos, como também são chamadas as cápsulas, encontradas em cenas de crimes. A entrega faz parte das ações do Governo do Estado para aprimoramento dos órgãos da segurança pública e do combate às ações criminosas.

A equipe técnica da PCA-AP participa agora da qualificação promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que ocorre até esta sexta-feira, 26. Antes, a análise de um projétil durava cerca de uma semana. Com o novo aparato, em apenas um dia poderão ser feitas investigações em dez projéteis e dez estojos de armas.

Os novos equipamentos e a qualificação dos servidores possibilita a inserção do Amapá no Banco Nacional de Perfis Balísticos, de maneira semelhante ao que já acontece com os perfis de DNA, que cruzam informações de vestígios biológicos criminais em todo o país e permitem que crimes cometidos por uma mesma pessoa em diferentes estados sejam solucionados.

“Este é um ganho nacional, pois todo nosso material será catalogado neste banco, e nossos registros podem ajudar a resolução de crimes em outros estados, além que, quando solicitado, também contribui com outros países através da Interpol e a Polícia Federal”, explicou o diretor-geral da Polícia Científica, Marcos Ferreira.

Na prática, toda arma é individualizada pelas marcas que deixa no projétil e na cápsula ao ser acionada. A tecnologia, adquirida por meio de cooperação entre Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça, faz uma espécie de leitura do “DNA” do projétil, possibilitando relacionar diferentes crimes, como roubos e homicídios, cometidos por um mesmo armamento, como revólveres, fuzis e pistolas.

Maior produtividade

A Polícia Científica conta, atualmente, com três microcomparadores balísticos. Eles auxiliam o perito a fazer uma análise manual das características do armamento. O novo maquinário faz com que esses estudos sejam automatizados, dando celeridade ao trabalho.

São dois scanners modernos que analisam balas e estojos, mapeando os objetos, enquanto um computador de alta definição faz as possíveis ligações da arma analisada em outras infrações. Com isso, aumenta a resolutividade aos casos e a celeridade de processos contra os criminosos.

“Essa é uma iniciativa muito positiva para o servidor que está movido, além da sua qualificação, em utilizar o conhecimento agora aliado a uma nova tecnologia, para que possamos atender os nossos 16 municípios mais rapidamente”, disse a perita criminal, Janaína Pereira, que participa pela qualificação da Senasp.

Notícia retirada do portal do Governo do Amapá.
Link da matéria no portal do Governo do Amapá
Matéria de Marcelle Corrêa
Fotos de Maksuel Martins/GEA

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