Governador do Estado reúne com prefeitos e autoridades de saúde e define recomendações para contenção da síndrome respiratória no Amapá

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O governador do Estado, Clécio Luís, se reuniu com prefeitos e autoridades da saúde pública para definir recomendações sanitárias à população que vão ajudar a conter o surto de síndromes respiratórias e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que o Amapá enfrenta. As crianças são as principais afetadas.

De acordo com levantamento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o vírus predominante em circulação no estado é o Vírus Sincicial Respiratória (VSR) presente em mais de 50% dos casos, além da Influenza A e B e o da Covid-19.

Na reunião, Clécio Luís apresentou todas as medidas já tomadas pelo governo, como o pedido de ajuda ao Ministério da Saúde, a abertura de leitos, compra de medicamentos, insumos e equipamentos, reforço nas escalas e processo de seleção para contratação de mais profissionais. Mas reforçou que as prefeituras têm papel fundamental nesse trabalho, intensificando a vacinação nas suas cidades e protocolos sanitários.

“Eu quero pedir a ajuda de todos para intensificar as recomendações sanitárias. Se a pessoa está com sintomas, use máscara, evite sair com suas crianças para locais com aglomeração. Essas medidas preventivas são importantes para evitarmos que mais pessoas, mais crianças sejam acometidas pela síndrome gripal. Estamos fazendo o nosso trabalho, mas precisamos da colaboração de todos”, reforçou o governador.

Na tarde deste domingo, o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) registraram 171 pacientes internados, desses, 35 em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). No Hospital da Mulher Mãe Luzia, 18 bebês com menos de um mês seguem internados com síndromes.

“Mais de 90% dos leitos estão ocupados por crianças, principalmente com menores de 6 meses. São bebês de poucos meses, ou seja, crianças que saem sadias da maternidade e retornam infectadas. É preciso que os adultos mantenham e sejam responsáveis com a higiene sanitária e evitem expô-los”, destacou Margarete Gomes.

Boletim epidemiológico
De janeiro até a primeira semana de maio deste ano, o Amapá teve aumento de 53,11% nos casos de síndrome gripal, e 108,33% evoluíram para as formas mais graves da doença, comparado ao mesmo período de 2022.

O cenário fez com que o Governo do Estado decretasse situação de emergência no dia 13 de maio, devido ao surto das síndromes respiratórias.

Medidas emergenciais
Entre as primeiras ações do Estado, estão a abertura de mais leitos para amenizar a superlotação do HCA e do PAI. Em menos de uma semana, foram abertos 249 leitos, entre clínicos e de UTI. A taxa de ocupação é de 100%, e em 90% dos casos, são de crianças com síndromes respiratórias.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) também contratou um hospital particular de Santana, para dispor de mais 30 leitos, além disso em tratativas com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pelo Hospital Universitário (HU), para a disponibilização de mais 30 leitos. Paralelo a isso, reforçou escalas, comprou medicamentos, insumos e equipamentos.  

O governo também acionou o Ministério da Saúde (MS), que de imediato, atendeu às solicitações do Estado, enviando equipe técnica e profissionais para ajudar nos atendimentos nos hospitais.

A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) fez um diagnóstico situacional, e abriu chamado para pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas intensivistas para atuarem no Amapá.  

O MS atendeu ao pedido do governo para o envio de vacinas contra a Influenza, e anunciou que estão sendo encaminhadas 50 mil doses do imunizante. Ainda neste domingo, o estado receberá o apoio de médicos infectologistas para ajudar no atendimento à população.

“Ainda hoje, a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] enviará infectologistas para ajudar no manejo clínico das crianças hospitalizadas”, garantiu Márcio Garcia, representante do MS, na reunião.

Equipar para salvar
No último sábado, 21, o Estado adquiriu 15 respiradores, 12 monitores, e recebeu do Governo do Espírito Santo, mais de 1,5 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e 2 ventiladores de transporte, o que oferece melhores subsídios de assistência hospitalar ao profissional da saúde.

Importância da vacina
Desde o anúncio de emergência na saúde pública, no dia 13 de maio, uma das principais estratégias adotada pelo governador Clécio Luís foi planejar, junto às prefeituras dos municípios do Amapá, o chamamento da população para a vacinação.

mobilização deu resultados e a cobertura vacinal contra a Influenza, que estava em 16%, aumentou para 40,36%. Toda a população acima dos 6 meses de idade pode se vacinar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“É importante vacinar as crianças contra a Covid, contra a Influenza, pois evita a ocupação de leitos pelo agravo dessas doenças, que tem vacinas, liberando leitos para crianças acometidas pelo vírus sincicial, que não tem imunizante ainda”, explicou Márcio Garcia.

Recomendações importantes para a população:
Para reduzir os riscos de crianças desenvolverem bronquiolite e pneumonia nessa época do ano, o Ministério da Saúde reforça algumas medidas preventivas para redução da transmissibilidade dos vírus respiratórios.

  • Fortalecer as ações de educação em saúde quanto às medidas de prevenção e controle de das Síndromes Gripais e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG);
  • Utilização de máscaras em ambientes fechados, higienização frequente das mãos e distanciamento físico para pessoas suspeitas e/ou com sintomas de síndromes gripais,
  • Isolamento domiciliar, utilização de máscaras e higienização frequente das mãos para os casos confirmados em período de transmissão da doença;
  • Evitar fumar perto de crianças;
  • Evitar tocar os olhos, nariz ou boca de crianças, principalmente recém-nascidos;
  • Evitar o contato ou exposição de crianças com pessoas com sintomas respiratórios;
  • Evitar ambientes fechados e aglomerados, principalmente por crianças menores que seis anos no período de maior sazonalidade;
  • Crianças com sintomas respiratórios não devem frequentar escola e creches, shopping, templos religiosos, o afastamento previne o contágio.

Notícia retirada do portal do Governo do Amapá.
Link da matéria no portal do Governo do Amapá

Matéria de Marcelle Corrêa
Fotos de Maksuel Martins/GEA

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