Leite materno é aliado na prevenção e combate às síndromes respiratórias em bebês

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Logo nas primeiras horas de vida de uma criança, mãe e filho se conectam na “hora dourada”, a primeira alimentação do recém-nascido no peito. Esse momento é imprescindível para a criança, pois o primeiro leite materno vem rico em anticorpos e gordura, essenciais para a saciedade e proteção contra infecções após o nascimento.

É por esse motivo que o aleitamento materno é um importante aliado no combate às síndromes respiratórias que o Amapá enfrenta, sobretudo em crianças com menos de 6 meses de vida, que ainda não têm a idade mínima para receber a vacina contra Influenza. Para ter os benefícios, é essencial que a mãe esteja imunizada e com a caderneta de vacinação em dia.

O leite materno foi o principal “remédio” dado pela psicóloga obstétrica Ana Luíza Cavalcanti, mãe do pequeno Miguel, de 7 meses, quando ele adoeceu de bronquiolite. Essa doença aguda é comumente provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos causadores do surto de síndromes gripais no estado e que causa inflamação nas ramificações que levam ar aos pulmões.

“Ele é um bebê que quase não adoece, e quando teve uma bronquiolite leve, foi tratado com amamentação e lavagem nasal em casa, tudo com acompanhamento médico. Agora, com essas síndromes gripais, o aleitamento é muito importante, pois também tem muita vitamina C e água, que ajuda a hidratar a criança, além, é claro, de todas as defesas que o meu corpo passa para ele”, conta a mãe.

Após decreto de estado de emergência em saúde pública, no dia 13 de maio, o Governo do Estado tem ampliado as ações de combate ao surto de síndromes gripais, que atinge, sobretudo, crianças menores de 6 anos de idade.

Na maternidade Mãe Luzia, até o levantamento da tarde de terça-feira, 23, foram registrados 13 bebês de até 28 dias de vida internados por conta da doença. A vacina contra Influenza, aplicada a partir dos 6 meses de vida, é a principal forma de prevenir o contágio e agravamento das síndromes respiratórias.

De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Mãe Luzia, Darcineyde Dias, para as crianças abaixo dessa idade mínima, a vacina é a amamentação.

“Após o nascimento, a primeira mamada é considerada a primeira vacina que a criança toma, pois nela vêm todos os anticorpos que a mãe possui, inclusive das vacinas que ela tomou. Nesse momento em que vivemos um surto de doenças, aquelas crianças abaixo de seis meses são beneficiadas pela amamentação, por isso é fundamental que a mãe esteja vacinada”, explica Darcineyde.

A coordenadora do BLH ressalta que com tantos benefícios, mamar pode ser uma dificuldade para um bebê quando está gripado. Por isso, a recomendação é buscar alternativas, inclusive no Banco de Leite, para garantir a alimentação e proteção da criança.

“Um bebê com nariz congestionado, que está com muita secreção, tende a não querer mamar e fica com dificuldade. Nesses casos a recomendação dos médicos é sempre fazer a limpeza nasal e ofertar o leite de outras formas, como no copinho, assim a mãe pode coletar o leite e dar ao bebê com mais tranquilidade. Qualquer dificuldade, ela pode buscar ajuda do Banco de Leite, que está 24h disponível para atender”, reforça a gestora.

Serviço
O Banco de Leite fica localizado na Av. FAB de esquina com a Rua Jovino Dinoá, no Centro de Macapá. O local também aceita doações, que podem acontecer presencialmente ou com a equipe itinerante, que vai até a residência da doadora para fazer a coleta. Para solicitar, basta ligar para (96) 98403-2283 ou mandar mensagens via WhatsApp pelo número (96) 98115-9018.

Notícia retirada do portal do Governo do Amapá.
Link da matéria no portal do Governo do Amapá


Matéria de Rafaela Bittencourt
Fotos de Arquivo/GEA

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