Polícia Militar do Amapá capacita leituristas de energia contra ataques de cães; confira dicas

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Carteiros, coletores de lixo e leituristas de contas de energia elétrica estão expostos, diariamente, a diversas situações de risco, uma das mais comuns são ataques de cães. Para que esses trabalhadores saibam como prevenir agressões desses animais e como agir quando a mordida for inevitável, a Polícia Militar do Amapá (PM-AP) ofertou na terça-feira, 18, uma capacitação para os colaboradores da empresa CEA Equatorial.

A oficina foi conduzida pelos militares do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um dos instrutores, sargento Pedro Costa, pontuou que o treinamento dos profissionais envolveu conhecimentos sobre o comportamento e a psicologia canina, além de aula prática sobre como escapar dos ataques.

“Foi preciso esse cuidado de elaborar um momento teórico, mostrando no curso como o profissional pode reconhecer os sinais de um ataque e, claro, a parte prática para que eles possam vivenciar a situação e saber como se livrar ou minimizar a investida do animal”, explicou Costa.

De acordo com Eliane Machado, técnica em Segurança do Trabalho do Grupo Equatorial, durante a semana são registrados em média três ataques de cães aos leituristas e outros profissionais da concessionária de energia elétrica. No mês, cerca de 15 ocorrências são efetivadas. “Esse curso é fundamental devido a grande incidência de ataques de cães aos nossos profissionais durante o trabalho”, enfatizou.

Segundo o comandante do Canil, capitão Lino Medeiros, mais do que as atividades policiais de combate a grupos criminosos e ao tráfico de drogas, com o trabalho dos cães para faro de drogas, armas, busca e captura, além de guarda e proteção, a instituição também oferece informações sobre esses os animais para os cidadãos.

Medeiros reforçou a importância dos tutores de animais manterem todos os cuidados necessários para que acidentes envolvendo os cães e trabalhadores não aconteçam.

“Ter cão em casa é uma responsabilidade. Com alimentação, saúde e, naturalmente, com o comportamento com outras pessoas. Não se pode deixar que, por um desleixo na educação do animal, que outras pessoas e profissionais sejam lesionados. É muito importante que as pessoas em suas residências, sempre que forem receber alguém em casa, tenham esse cuidado”, alertou o capitão.

O que fazer para se proteger de um ataque?

  • Preste atenção aos sinais:
    Alguns ataques podem ocorrer inesperadamente, mas, em outros, antes da investida do animal ele pode apresentar sinais de que vai partir pra cima da vítima, como latido, mostrar os dentes, pelo arrepiado e olhar fixo.
  • Não corraPode parecer estranho, mas essa é uma das principais dicas diante de um ataque canino. Este comportamento estimula o instinto de caça do cachorro que passa a ver a vítima como uma presa.
  • Não olhe diretamente nos olhos do animalEncarar o cão faz com que ele se sinta desafiado, e essa situação piora quando ele sente que o território dele foi invadido. Essa atitude estimula a agressividade do bicho.
  • Proteja os órgãos vitais
    Para minimizar os riscos, importante proteger as regiões da cabeça, pescoço e barriga. “Quando o ataque é irremediável, ‘ofereça’ um dos braços, o lado que tenha menos força, para que possa se sustentar e se manter em pé, tirando assim a atenção do animal do pescoço, por exemplo, e conseguir ajuda”, concluiu o capitão Lino Medeiros.

Notícia retirada do portal do Governo do Amapá.
Link da matéria no portal do Governo do Amapá
Matéria de Marcelle Corrêa
Fotos de Jorge Júnior/GEA

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